Estudo AIR-2, de longo prazo, de Ventavis® em monoterapia

Resumo do estudo1

  • Estudo randomizado, aberto, multicêntrico, de dois anos, de Ventavis® em monoterapia em 63 pacientes com HP
  • Ventavis® melhorou a sobrevida prevista em dois anos
  • A taxa de sobrevida em dois anos foi de 78% no geral - 87% para pacientes com HAP idiopática e 62% para pacientes com outras formas de HP
  • Resposta clínica e hemodinâmica foi observada com Ventavis® em monoterapia em longo prazo
  • A dose de Ventavis® aumentou em 16% durante o período do estudo, sem evidência de taquifilaxia

 

Desenho do estudo1

Um estudo randomizado, aberto, multicêntrico, de dois anos, conduzido em 10 centros clínicos de pneumologia e cardiologia na Alemanha, para investigar a segurança e a eficácia em longo prazo da monoterapia com Ventavis® em pacientes com HP.

O estudo foi iniciado independentemente do estudo AIR, e nenhum dos pacientes deste estudo foi recrutado no estudo AIR ou vice-versa.

Estudo AIR-2: de eficácia/segurança, aberto, multicêntrico e de longo prazo
Estudo AIR-2: de eficácia/segurança, aberto, multicêntrico e de longo prazo

Os pacientes receberam Ventavis® imediatamente após a conclusão das avaliações de linha de base (grupo Ventavis®, n=30), ou 3 meses depois (grupo controle, n=33). Ventavis® foi administrado em conjunto com a terapia padrão.

População de pacientes1

Pacientes (n = 63) com vários tipos de HP foram incluídos no estudo. Aproximadamente dois terços tinham hipertensão arterial pulmonar idiopática (HAPI). Outras formas incluíram HPTEC, HP associada à doença de tecido conjuntivo, shunt cardíaco ou doença pulmonar intersticial, HP induzida por medicamentos e HP porto-pulmonar.

O principal critério de inclusão foi PAPm em repouso ≥ 40 mmHg. Os pacientes foram excluídos se apresentassem um ou mais sinais predefinidos de instabilidade clínica e aqueles que estavam tomando prostanoides, antagonistas dos receptores de endotelina, β-bloqueadores e inibidores de PDE-5 também foram excluídos.

As características dos pacientes foram bem combinadas na linha de base para os dois grupos de tratamento.

Estudo AIR-2: características dos pacientes na linha de base
Estudo AIR-2: características dos pacientes na linha de base

Dose do medicamento1

Os pacientes receberam 6-9 inalações ao dia utilizando um nebulizador a jato (Ilo-Neb™), administrando uma dose única de inalação de 4 µg no bocal. Cada sessão de inalação individual durou aproximadamente 10 minutos e houve pausa durante a noite. Alterações na dose ou frequência foram permitidas de acordo com a tolerância individual após os primeiros 3 dias de terapia.

Resultados

Sobrevida de dois anos

Quatro pacientes morreram durante os primeiros três meses do estudo (dois antes da primeira inalação de Ventavis®) e quatro pacientes morreram entre os meses 3-24. A sobrevida estimada em dois anos foi de 91,4% (IC95%: 81—100%) em pacientes com HAPI e de 61,9% (IC95%: 41—83%) para pacientes com outras formas de HP.1

Uma análise modificada foi realizada para corrigir o diferencial de desistência, com base nos 60 pacientes que receberam pelo menos uma dose de Ventavis®. A taxa de sobrevida real de dois anos para o grupo total foi de 78% (IC 95%: 67—89%), 87% (IC 95%: 76—98%) para pacientes com HAPI e 62% (IC95%: 41—83%) para pacientes com outras formas de HP.1

De acordo com a fórmula D’Alonzo (uma equação para calcular a mortalidade e os fatores prognósticos para pacientes com HAP, derivada dos dados dos registros dos USA National Institutes of Health (Institutos Nacionais de Saúde dos EUA), a taxa de sobrevida prevista para os pacientes do grupo de HAPI foi de 63%.1,2

Estudo AIR-2: Efeito de Ventavis® na sobrevida de pacientes com HAPI versus controle histórico
Estudo AIR-2: Efeito de Ventavis® na sobrevida de pacientes com HAPI versus controle histórico
Estudo AIR-2: Efeito de Ventavis® na sobrevida de pacientes com HAPI versus controle histórico

A sobrevida livre de eventos em dois anos foi calculada em 74% (IC95%: 60—88%) para pacientes com HAPI e 52% (IC95%: 31—74%) para pacientes com outras formas de HP.1

Outras medidas de resultado1

Avaliações da dTC6M, CF da NYHA, da hemodinâmica e de qualidade de vida foram realizadas regularmente durante o estudo até 24 meses.

Para os pacientes com avaliação após dois anos, a dTC6M aumentou em relação aos valores da linha de base em 89 m (IC95%: 51—125 m), representando melhora de 34%. A CF da NYHA melhorou ou ficou estabilizada em 86% dos pacientes.

Houve redução significativa no pico de PAPm e RVP em comparação com o valor da linha de base e estabilização ou aumento em DC e saturação venosa mista de O2.

Melhora em relação à linha de base na CF da NYHA e medidas de hemodinâmica com Ventavis® em monoterapia
AIR-2: Melhora em relação à linha de base na CF da NYHA e medidas de hemodinâmica com Ventavis® em monoterapia

A resposta hemodinâmica aguda a Ventavis® foi mantida após dois anos. A dose de iloprosta aumentou em 16% durante o período de dois anos, sem evidência de taquifilaxia.

Segurança e tolerabilidade1

Quase todos os pacientes (95%) tiveram um evento adverso ao longo do período de dois anos do estudo. Os eventos adversos mais comumente relatados durante o período do estudo foram aumento de tosse, dor de cabeça e infecção.

Cinco pacientes descontinuaram o estudo devido a evento adverso. No entanto, três desses pacientes descontinuaram nos primeiros três meses do estudo, período em que não receberam Ventavis®

Durante os primeiros três meses, a frequência de eventos adversos graves foi semelhante nos pacientes tratados com Ventavis® (23%) e pacientes do grupo controle (21%) e a frequência geral de eventos adversos graves foi de 57% no período de dois anos do estudo.

Estudo AIR-2: incidência combinada dos eventos adversos mais comumente relatados durante o período de dois anos do estudo
Estudo AIR-2: incidência combinada dos eventos adversos mais comumente relatados durante o período de dois anos do estudo
Estudo AIR-2: incidência combinada dos eventos adversos mais comumente relatados durante o período de dois anos do estudo

  • Olschewski H, Hoeper MM, Behr J et al. Long-term therapy with inhaled iloprost in patients with pulmonary hypertension. Respir Med 2010; 104(5): 731-40.
  • D’Alonzo GE, Barst RJ, Ayres SM et al. Survival in patients with primary pulmonary hypertension. Results from a national prospective registry. Ann Intern Med 1991; 115(5): 343-9.

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